As conversas entre Brasil e Estados Unidos sobre um novo pacto tarifário continuam sem cronograma definido, conforme confirmou Jamieson Greer, representante comercial norte-americano.
O impacto do calendário eleitoral nas conversas
A manifestação de Greer ocorreu logo após um encontro com os ministros Mauro Vieira (Relações Exteriores) e Márcio Elias Rosa (Desenvolvimento, Indústria, Comércio e Serviços), realizado em Milwaukee.
Segundo o representante dos EUA, Washington já encaminhou diversas propostas preliminares ao governo brasileiro. Ele pontuou que o cenário eleitoral no Brasil tem potencial para restringir a margem de manobra das administrações envolvidas.
Divergências de prazos e expectativas
Essa postura indica que os entendimentos diplomáticos podem sofrer novas pausas até o término do pleito. Por outro lado, o ministro brasileiro Márcio Elias Rosa havia sinalizado a expectativa de receber a minuta norte-americana em um intervalo de três a quatro semanas, o que coincidiria com o período pós-segundo turno.
Sobre pautas sensíveis, como o combate ao desmatamento e o sistema Pix, Greer evitou um posicionamento direto, limitando-se a classificar o diálogo como produtivo e a confirmar a continuidade dos estudos sobre as investigações comerciais conduzidas por Washington.
Histórico recente do impasse comercial
O diálogo bilateral ganhou novo fôlego durante a cúpula ministerial de Comércio do G20, culminando na criação de uma força-tarefa voltada a debater barreiras tarifárias, nãotarifárias e um eventual tratado de livre comércio.
As tratativas haviam sido retomadas no fim de agosto, por meio de uma videoconferência entre Greer e os ministros brasileiros, momento em que as partes expuseram suas divergências quanto às taxações aplicadas.
As tensões na área econômica acentuaram-se em julho, quando a Casa Blanca instituiu duas alíquotas adicionais sobre mercadorias brasileiras, de 25% e 12,5%, acumulando uma taxação de até 37,5% que segue contestada pela diplomacia do Brasil.
















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