Um documento oficial de compra de um veículo elétrico em nome da empresária Karina Ferreira da Gama, responsável pela produção do filme Dark Horse, contradiz a acusação de que a aquisição teria ocorrido com o uso de dinheiro em espécie, conforme apontado inicialmente em investigações da Polícia Federal.
Detalhes do pedido de compra do veículo
O formulário emitido pela concessionária CMD BD Comércio de Automóveis Elétricos Ltda., em São Paulo, aponta que o modelo BYD Song 2024/2025 negociado tem valor total de R$ 234,8 mil, chegando a R$ 240.980 com taxas e serviços inclusos.
Diferente do que foi divulgado com base em uma decisão do Supremo Tribunal Federal, o detalhamento financeiro não registra nenhuma movimentação com espécie.
Formas de pagamento e financiamento
O comprovante detalha que foram quitados R$ 95 mil via TED ou Pix e mais R$ 5 mil por DOC ou TED, com vencimento programado para 18 de janeiro de 2025.
O restante do montante envolve um financiamento de R$ 134,8 mil junto ao Banco Itaucard, estruturado em 48 prestações mensais, além de pequenas taxas quitadas no cartão de crédito nos valores de R$ 2.190 e R$ 3.990.
Divergências de valores e datas
As inconsistências entre a decisão judicial e o documento da concessionária abrangem tanto os montantes quanto o cronograma. Enquanto a ordem judicial aponta a compra em 13 de janeiro de 2025 por R$ 102.190, a proposta comercial é datada de 18 de janeiro de 2025.
A única semelhança numérica está no fato de que os R$ 102.190 citados na decisão correspondem exatamente à soma dos R$ 100 mil depositados via transação bancária mais a taxa de documentação de R$ 2.190, que consta no pedido original como paga via cartão.
Investigação e contexto da Operação Make Up
Karina é sócia da Go Up Entertainment, produtora do longa-metragem sobre o ex-presidente Jair Bolsonaro, e preside o Instituto Conhecer Brasil, um dos alvos da Operação Make Up. Deflagrada pela Polícia Federal, a ação investiga supostos desvios de verbas públicas oriundas de emendas parlamentares, incluindo repasses ligados ao deputado federal Mario Frias, roteirista da obra cinematográfica.
A defesa da empresária sustenta que a sua empresa apenas prestou serviços remunerados de produção para o filme, negando envolvimento na captação de recursos, e reforça que colaborou com as autoridades ao entregar toda a documentação solicitada.
















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