A influenciadora Rayane Figliuzzi, ex-companheira do cantor Belo, tornou-se alvo de uma busca ativa por parte da Justiça do Rio de Janeiro em uma ação criminal associada a uma clínica de estética e bronzeamento vinculada a ela. Como as tentativas tradicionais de localização não obtiveram sucesso, o Ministério Público do Estado do Rio de Janeiro (MPRJ) solicitou que a citação oficial ocorra por meio dos canais digitais exibidos em seu perfil nas plataformas sociais.
Detalhes do processo e proposta de acordo
O processo judicial teve início em dezembro de 2025. Meses depois, em março, o Ministério Público propôs à influenciadora um acordo de não persecução penal, instrumento jurídico que tem o potencial de paralisar o andamento da ação e evitar uma condenação futura, desde que os termos sejam integralmente aceitos por ela.
A determinação para que Rayane fosse notificada sobre a proposta partiu da 2ª Vara Criminal da Regional de Jacarepaguá no dia 19 de março. Contudo, diante da dificuldade em efetivar a entrega do documento de maneira presencial, o órgão ministerial apresentou uma petição em 17 de agosto requerendo o uso do endereço eletrônico divulgado publicamente na conta oficial da famosa no Instagram.
Argumentação do Ministério Público e condições
Nos registros do processo, a promotoria encarregada do caso enfatizou que a investigada ostenta status de figura pública e ressaltou a presença de múltiplos e-mails de contato abertos ao público em sua página na rede social. Até o momento, a solicitação de intimação digital segue pendente de avaliação por parte do juiz responsável pela comarca.
As condições estabelecidas pelo MPRJ no acordo de não persecução penal envolvem a quitação de uma quantia de R$ 50 mil, além da obrigação de cumprir prestação de serviços à comunidade pelo período de um ano, com jornada semanal de seis horas.
Origem da investigação na clínica de estética
O embate judicial decorre de desdobramentos em um estabelecimento de estética e bronzeamento. A denúncia contra Rayane por infração às normas das relações de consumo surgiu após uma fiscalização conjunta realizada em dezembro de 2025 por equipes da Delegacia do Consumidor (Decon) e da Vigilância Sanitária, que culminou na interdição do local na capital fluminense.
Durante a operação fiscalizatória, as autoridades identificaram o armazenamento e a utilização de mercadorias em condições impróprias, recipientes e aparatos desprovidos de rotulagem, bem como itens com potencial infectante descartados em desacordo com as normas sanitárias vigentes.
A defesa da influenciadora foi contatada para comentar o episódio, mas não apresentou retorno até o fechamento desta reportagem, permanecendo o espaço disponível para eventuais manifestações futuras.

