Prefeito de Santo André articula apoio a Flávio Bolsonaro

Prefeito de Santo André (SP) anuncia apoio a Flávio

O prefeito de Santo André (SP), Gilvan Ferreira (Cidadania), confirmou que atuará na articulação de apoios entre chefes do executivo municipal e lideranças políticas do Grande ABC em favor da candidatura presidencial de Flávio Bolsonaro (PL). A estratégia faz parte de uma ofensiva articulada pelo governador paulista, Tarcísio de Freitas (Republicanos), para fortalecer o nome do senador no segundo turno da disputa eleitoral.

Aliança regional e reunião estratégica

Durante encontro realizado no domingo, 11, que reuniu prefeitos da Região Metropolitana de São Paulo ao lado de Tarcísio e do prefeito da capital, Ricardo Nunes (MDB), o candidato do PL solicitou aos gestores que intensifiquem a mobilização de eleitores indecisos e estimulem a participação nas urnas. Para Gilvan, o grupo atuará como uma via de diálogo direta para inserir as demandas regionais no debate nacional.

Contexto histórico no berço petista

O movimento na região ganha relevância simbólica por ocorrer em Santo André, tradicional bastião do Partido dos Trabalhadores no ABC paulista, onde a legenda administrou o município por duas décadas em gestões como as de Celso Daniel, João Avamileno e Carlos Grana. A área metropolitana também guarda forte ligação histórica com o surgimento do movimento sindical que projetou a trajetória política de Luiz Inácio Lula da Silva.

Desempenho eleitoral no Grande ABC

No primeiro turno das eleições presidenciais de 2026, Flávio obteve 195 mil votos em Santo André, superando os 170,2 mil registrados por Lula. No somatório das sete cidades da região, no entanto, o petista contabilizou 691,2 mil sufrágios contra 677,2 mil do candidato do PL.

Lula venceu em São Bernardo do Campo, Diadema, Mauá e Rio Grande da Serra, enquanto Flávio saiu vitorioso em Santo André, São Caetano do Sul e Ribeirão Pires. Com esses números, a vantagem regional do petista sofreu forte retração, despencando de uma diferença de 120,8 mil votos em 2022 — quando Lula enfrentou Jair Bolsonaro — para apenas 14 mil votos no pleito atual.