Zelensky aceita trégua energética com Rússia sob condições

Zelensky aceita suspender ataques a refinarias russas se Moscou interromper bombardeios

O líder ucraniano Volodymyr Zelensky declarou neste domingo (11) que aceita paralisar as ofensivas contra refinarias russas, desde que Moscou também encareça os bombardeios voltados à infraestrutura energética de seu país. A manifestação ocorreu logo após o mandatário norte-americano, Donald Trump, exigir que Kiev cessasse tais investidas de forma unilateral.

Condições para o acordo Segundo o chefe de Estado da Ucrânia, qualquer cessar-fogo nesse setor exige garantias reais de segurança e pode entrar em vigor de maneira imediata, contanto que o Kremlin adote idêntica postura. Contudo, ele manifestou ceticismo quanto à real intenção de Vladimir Putin em cessar as investidas aéreas.

Repercussão nos Estados Unidos No dia anterior, Trump culpou as operações ucranianas pelo encarecimento do diesel no mercado estadunidense. O republicano cobrou o fim imediato das ações e chegou a ventilar a necessidade de uma liderança ucraniana mais aberta a entendimentos com Moscou.

O fator eleitoral e a reação em Kiev A investida verbal de Trump reflete o temor com o encarecimento dos combustíveis, tema sensível para os republicanos antes das eleições de meio de mandato em novembro.

Zelensky também rechaçou qualquer pacto que aumente a exportação de diesel russo, alertando que isso financiaria novos ataques ao seu território, posição apoiada por congressistas dos EUA que articulam novas sanções. Na capital ucraniana, a sugestão de troca na presidência gerou revolta, lembrando que o pleito eleitoral está congelado pela lei marcial vigente.

Busca por aliados na Europa Paralelamente ao impasse diplomático, o governo ucraniano articula encontros com autoridades do continente europeu para assegurar mais sistemas de defesa aérea e munições vitais contra drones.

Nesta segunda-feira (12), o chanceler Andrii Sybiha marcará presença no Conselho de Negócios Estrangeiros da União Europeia. A pauta inclui o endurecimento de penalidades econômicas contra o governo russo e o avanço nas tratativas para a integração da Ucrânia ao bloco europeu.