PIB do Brasil: FMI projeta alta de 2,2% para 2026

FMI prevê crescimento de 2,2% do PIB do Brasil em 2026

O Fundo Monetário Internacional (FMI) divulgou seu relatório global apontando que a economia brasileira deverá registrar um crescimento de 2,2% em 2026. O documento de atualização das projeções econômicas traz novos cenários para o avanço do Produto Interno Bruto (PIB) do país nos próximos anos.

Revisão nas estimativas do PIB

Na edição anterior da publicação, veiculada em julho, a expectativa para o avanço da atividade econômica nacional em 2026 estava fixada em 2,4%. Para o ano subsequente, em 2027, a projeção de expansão sofreu um ajuste de 2,2% para 1,9%.

Apesar da revisão para baixo no período, a nova marca estimada pelo organismo internacional permanece acima das expectativas oficiais do próprio governo brasileiro. Dados da Secretaria da Política Econômica do Ministério da Fazenda apontam estimativa de 2,0%, enquanto o boletim Focus, do Banco Central, trabalha com avanço de 1,85% para 2026.

Impacto dos juros e cenário internacional

Especialistas do FMI apontam que a desaceleração esperada para a maior economia da América Latina reflete a manutenção de condições monetárias restritivas, com a aplicação de juros elevados, além do corte de estímulos fiscais e incertezas globais. A taxa Selic, utilizada para conter pressões inflacionárias, encarece o crédito e desestimula tanto o consumo quanto os investimentos produtivos.

Inflação dentro da meta oficial

O levantamento também aborda o comportamento dos preços. A projeção é de que o país encerre 2026 com uma taxa de 4,4%, desacelerando para 4,1% em 2027. Ambas as marcas encontram-se dentro do limite estabelecido pelo sistema de metas de inflação do governo, que tolera variações de até 4,5%.

Produção de petróleo e mercado de trabalho

No setor de commodities, o relatório destaca o papel estratégico do Brasil na ampliação da produção de petróleo para compensar oscilações internacionais decorrentes de conflitos no Oriente Médio. No cenário agrícola, fatores climáticos adversos em lavouras mineiras impactaram as cotações internacionais de gêneros como o café.

Sobre o mercado de trabalho, o organismo internacional estima que a taxa de desocupação termine 2026 em 6,2%, projetando 6,8% para o ano seguinte. O indicador reflete o dinamismo recente da ocupação e a trajetória dos índices de emprego acompanhados por órgãos estatísticos nacionais.