Ladrões roubam R$ 28 milhões em vinhos raros na Itália

Ladrões levam R$ 28 milhões em vinhos na Itália

Uma operação criminosa meticulosamente planejada resultou no furto de 30 mil garrafas de vinho em um armazém da tradicional vinícola Marchesi Antinori, situado na região da Toscana, na Itália. O prejuízo financeiro causado pela ação dos bandidos é avaliado em 5 milhões de euros, o equivalente a aproximadamente 28 milhões de reais, configurando o maior roubo da bebida já documentado em território italiano.

Como aconteceu a invasão ao depósito

A ofensiva ocorreu durante a madrugada entre os dias 3 e 4 de outubro, em Cortona. Um grupo formado por ao menos sete indivíduos encapuzados invadił o local a bordo de dois caminhões equipados com placas falsas. Os criminosos desativaram os sistemas de segurança e empregaram empilhadeiras encontradas no próprio estabelecimento para realizar a carga das caixas de maneira ágil, completando toda a operação em um intervalo de cerca de três horas.

Rótulos de alto padrão levados pelos criminosos

O alvo dos assaltantes consistia em lotes de bebidas já encaixotados e preparados para o mercado internacional. Entre os itens subtraídos constavam 10 mil unidades de cada um dos prestigiosos rótulos Solaia, Tignanello e Guado al Tasso, todos pertencentes à safra de 2023. No mercado, o valor unitário dessas garrafas oscila entre 150 e 500 euros, o que facilitou a rápida identificação de alvos altamente lucrativos.

Investigação policial e suspeita de encomenda

A ausência dos produtos só foi percebida na manhã de segunda-feira, 5 de outubro, por colaboradores que retornavam ao trabalho. As autoridades optaram por manter o caso em sigilo até a sexta-feira seguinte para preservar o andamento das diligências. Imagens de câmeras de segurança estão sendo periciadas e a principal linha de investigação aponta para um roubo sob encomenda, devido à precisão na escolha dos rótulos e à logística complexa para escoar um volume tão expressivo.

Destino internacional e tradição milenar

Os produtos levados tinham como rota inicial estabelecimentos comerciais em Bordeaux, na França, além de mercados nos Estados Unidos. Diante do ocorrido, a empresa, com histórico de 26 gerações sob o comando da mesma família desde 1385 e presença comercial em cerca de 170 países, emitiu alertas para que parceiros comerciais desconfiem de transações fora dos canais oficiais. A polícia agora verifica conexões entre este episódio e crimes parecidos na região, sem prisões efetuadas até o momento.