Vendas do Dia das Crianças devem movimentar R$ 9,27 bi

Vendas para o Dia das Crianças devem crescer e somar R$ 9,27 bi, diz CNC

O comércio varejista brasileiro se prepara para movimentar R$ 9,27 bilhões durante as comemorações do Dia das Crianças, celebrado em 12 de outubro. De acordo com um estudo divulgado pela Confederação Nacional do Comércio de Bens, Serviços e Turismo (CNC), o volume de vendas previsto representa um acréscimo de 1,8% em comparação com o mesmo período do ano passado.

Impacto dos juros e endividamento no consumo

Apesar do resultado positivo, a entidade aponta que o avanço poderia ser mais expressivo se não fossem os patamares elevados de endividamento das famílias e as taxas de juros restritivas. Mesmo com o mercado de trabalho aquecido e a melhora na renda, o crédito caro freia o potencial máximo de compras para a data, que ocupa a quarta posição em relevância para o setor, atrás apenas de Natal, Dia das Mães e Black Friday.

Brinquedos e supermercados lideram faturamento

Como é tradicional na festividade, a comercialização de brinquedos deve concentrar a maior fatia do faturamento, respondendo por 39% do total, o equivalente a R$ 3,62 bilhões. Na sequência, aparecem os hiper e supermercados, com 28% (R$ 2,63 bilhões), e o segmento de vestuário e acessórios, responsável por 15% (R$ 1,35 bilhão).

Aumento de preços nos presentes

O levantamento também aponta que presentear as crianças custará mais caro neste ano. A projeção indica uma elevação de 6,7% no valor médio de uma cesta com 11 itens representativos para a data, na comparação com o ano anterior.

O encarecimento será liderado pelos chocolates, cuja alta estimada chega a 19,3%. Outros segmentos que pesarão mais no bolso dos consumidores são os videogames (11,2%), os lanches (8%) e os próprios brinquedos (7,1%). Em contrapartida, as peças de roupa registrarão um reajuste mais moderado, de 4%, ficando abaixo da média inflacionária calculada para o período.

Perspectivas para o final do ano

Para o economista-chefe da CNC, Fabio Bentes, o crescimento modesto é sustentado pelo nível favorável de emprego e pela massa salarial, mas segue contido pelo custo elevado do financiamento.

Por outro lado, a liderança da entidade avalia que o cenário começa a apresentar sinais encorajadores com o início do ciclo de corte na taxa Selic pelo Banco Central. A expectativa é que a data funcione como um trampolim para aquecer o comércio na reta final do ano, impulsionando a economia e estimulando a geração de empregos no último trimestre.