Lula convoca ministros após STF afastar chefe da Polícia Federal

Lula reúne ministros depois de Mendonça afastar chefe da PF

O presidente Luiz Inácio Lula da Silva convocou uma reunião de emergência com seus principais auxiliares no Palácio da Alvorada para debater a resposta governamental ao afastamento preventivo do diretor-geral da Polícia Federal, Andrei Rodrigues, determinado pelo ministro André Mendonça, do Supremo Tribunal Federal (STF).

Reação do governo e estratégia jurídica

O encontro matutino contou com a presença de ministros estratégicos, como Sidônio Palmeira, titular da Secretaria de Comunicação Social (Secom). O chefe do Executivo recebeu a notícia do afastamento enquanto estava reunido com membros de sua coordenação de campanha.

Nos bastidores do Palácio do Planalto, as movimentações de Mendonça já geravam forte desconfiança devido a recorrentes vazamentos em apurações sob sua relatoria, a exemplo do caso Banco Master, investigações sobre Fábio Luís Lula da Silva (o Lulinha) e fraudes no INSS.

Diante do cenário, a Advocacia-Geral da União (AGU), comandada por Jorge Messias, confirmou que vai interpor recurso contra a medida. A tese jurídica do governo sustenta que a ordem de afastamento proferida de maneira monocrática ultrapassa os limites legais e fere uma prerrogativa exclusiva da Presidência da República.

Motivos do afastamento e investigações

Na ordem judicial, o ministro do STF justificou a medida alegando que vinha sendo monitorado pela própria corporação policial há mais de um mês. Além disso, foi ordenada a abertura de investigações disciplinares e penais pela Corregedoria da Polícia Federal para escrutinar os atos de Andrei Rodrigues.

O nome do ex-diretor-geral veio à tona após o empresário Daniel Vorcaro, ex-proprietário do Banco Master, citá-lo em mensagens enviadas ao ministro Alexandre de Moraes, cujos detalhes foram divulgados na semana anterior.

Determinacoes adicionais da corte O despacho judicial obriga a Corregedoria a reportar diretamente ao relator quaisquer diligências julgadas pertinentes durante as apurações. Paralelamente, Mendonça proibiu a emissão e o compartilhamento de relatórios de inteligência voltados a investigar a conduta funcional de magistrados.