O chefe da Câmara dos Deputados, Hugo Motta (Republicanos-PB), rejeitou categoricamente nesta terça-feira, 29, qualquer acusação de favorecimento a Daniel Vorcaro. A declaração ocorreu após a divulgação de novos diálogos obtidos pela Polícia Federal no telefone do antigo dirigente do Banco Master.
Detalhes das conversas e negócios imobiliários
Os registros revelados indicam tratativas sobre um empreendimento imobiliário e discussões legislativas. Nas mensagens, divulgadas inicialmente pelo portal Fatos Online, a dupla utilizava termos afetuosos como “amigo” e “irmão”. O foco de parte dos diálogos era a compra de uma fazenda de 400 hectares na capital paraibana, João Pessoa.
A transação comercial foi executada por uma companhia vinculada à cunhada do parlamentar, recebendo um aporte financeiro de R$ 22 milhões do próprio Banco Master. As conversas tratavam o arranjo como uma “sociedade”.
Posicionamento e defesa do parlamentar
Conforme apurado anteriormente, o próprio deputado solicitou a liberação dos recursos financeiros em 2024, período anterior à sua ascensão à presidência da Câmara. Em sua defesa, Motta argumentou que a operação entre empresas privadas ocorreu antes das investigações atuais sobre a instituição financeira virarem público.
O parlamentar também enfatizou sua trajetória de quatro mandatos na política: “Enfatizo que não há nenhum ilícito retratado nos diálogos publicados e repudio a tentativa de atribuir conversas descontextualizadas a qualquer relação de interesse espúrio”.
Projetos legislativos e articulações
Além do crédito imobiliário, os registros apontam que o ex-banqueiro buscava influenciar pautas no Congresso Nacional. Entre os pedidos direcionados ao político estava o acompanhamento de uma proposta sobre o mercado de carbono já votada no Senado, além de menções ao Fundo Garantidor de Créditos.
A repercussão faz parte de um conjunto maior de vazamentos extraídos dos dispositivos de Vorcaro, expondo conexões com lideranças dos Três Poderes da República.
Ações judiciais e conflitos políticos
Diante da repercussão do caso, o chefe do Legislativo anunciou o protocolo de uma queixa-crime contra seu rival político na Paraíba, o senador Veneziano Vital do Rêgo (MDB-PB), alegando difamação e divulgação de notícias falsas com motivação eleitoral. Motta reiterou confiança nos órgãos fiscalizadores para a condução das apurações.
















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