Meta bloqueia conta da Polymarket no Brasil a mando do governo

Meta derruba perfil da Polymarket no Brasil a pedido do governo

A Meta suspendeu no Brasil a conta oficial da Polymarket no Instagram após ser acionada pelo Ministério da Fazenda. A plataforma estrangeira é conhecida por comercializar contratos financeiros atrelados a eventos futuros, incluindo o cenário político nacional.

Como funciona o mercado de previsão

Diferente das pesquisas tradicionais de intenção de voto, a Polymarket opera como uma bolsa de palpites. Nela, os participantes negociam cotas baseadas na probabilidade de determinados eventos se concretizarem.

O valor desses ativos oscila conforme a demanda do público. Quanto mais pessoas apostam em um desfecho específico, mais cara se torna a aquisição daquele contrato.

O avanço sobre as apostas eleitorais

A queda da página decorre da restrição legal imposta a apostas sobre eleições no país. Em setembro de 2024, o Tribunal Superior Eleitoral (TSE) determinou que palpites virtuais sobre pleitos políticos podem constituir crime eleitoral, estabelecendo punições severas para empresas que promovam esse tipo de atividade.

Embora se distancie das tradicionais casas de apostas de cota fixa, a Polymarket passou a listar em 2026 contratos voltados à disputa pela Presidência da República, o que motivou sanções do Conselho Monetário Nacional contra a comercialização de ativos políticos.

A articulação do governo federal

A exclusão da rede social foi articulada em conjunto com a Advocacia-Geral da União e a Secretaria de Prêmios e Apostas, culminando em uma ofensiva governamental que mira dezenas de plataformas irregulares no território nacional.

Em nota oficial, a diretoria da Polymarket declarou que acata as legislações locais de cada nação onde opera e mantém disposição para negociar com os reguladores brasileiros sobre o futuro dos mercados preditivos.