Impacto das bets no SUS custa R$ 30 bilhões anualmente

Bets custam R$ 30,6 bilhões ao SUS por ano e procura por atendimento cresce 140%

O impacto financeiro e social das plataformas de apostas virtuais no Brasil foi estimado em R$ 30,6 bilhões por ano para o Sistema Único de Saúde, de acordo com levantamento recente do Instituto de Estudos para Políticas de Saúde.

Gastos bilionários e repasse limitado

O montante calculado engloba despesas com terapias para quadros de depressão e ansiedade, além de repercussões trágicas ligadas a óbitos por suicídio. Em contrapartida a esse cenário oneroso, somente 1% da receita gerada pelas empresas do setor é repassada à pasta da Saúde para o combate aos danos.

Disparidade na rede pública

A busca por suporte na rede pública em decorrência do vício em jogos eletrônicos e apostas teve uma alta expressiva de 140% no intervalo de cinco anos. Esse crescimento foi notado em diversas frentes da Rede de Atenção Psicossocial.

Para mitigar a situação, o governo federal lançou um canal de suporte remoto voltado exclusivamente a essa demanda. Desde o mês de fevereiro, mais de 20 mil cidadãos se registraram na plataforma após passarem por triagens.

Ampliação da capacidade de suporte

Devido à alta demanda, a estrutura de atendimento precisou ser redimensionada de 600 para a marca de 100 mil consultas mensais, viabilizada por meio de cooperação com a Agência Brasileira de Apoio à Gestão do SUS.

Bloqueios e autoexclusão de CPFs

No âmbito do Ministério da Fazenda, a ferramenta de autoexclusão já barrou o acesso de mais de 5 milhões de CPFs em plataformas legalizadas. Mais de 1 milhão de apostadores pediram a restrição por iniciativa própria, sendo que cerca de 50% alegaram transtornos psicológicos provocados pelo hábito de apostar.

Como buscar ajuda na rede pública

O suporte especializado está disponível sem custos nas Unidades Básicas de Saúde, nos Centros de Atenção Psicossocial e pela ferramenta digital do governo. Sintomas como distanciamento social, oscilações de humor, gastos excessivos, queda no rendimento profissional ou acadêmico e perda de controle sobre o jogo exigem avaliação médica urgente.