Ex-vereadora é assassinada a facadas em ONG no interior de SP

Ex-vereadora de Boituva morre esfaqueada em sede de ONG

Uma tragédia abalou o interior paulista nesta quinta-feira, 17, quando a ex-vereadora Patrícia Poncini foi assassinada a facadas dentro da sede do Serviço de Obras Sociais (SOS), localizada no município de Boituva. O autor do crime, que trabalhava na instituição como funcionário terceirizado, fugiu logo após o ataque, mas acabou se entregando à Guarda Civil Municipal em uma rodovia que dá acesso a Sorocaba.

Ataque a coordenadora e fuga do suspeito

Além de tirar a vida da ex-parlamentar, que atualmente presidia a entidade filantrópica, o criminoso também desferiu golpes contra a coordenadora da instituição, Andrea Bento. A sobrevivente recebeu atendimento médico imediato e permanece internada com quadro de saúde estável no Hospital São Luiz.

Equipes de resgate do Samu e do Corpo de Bombeiros foram mobilizadas rapidamente para prestar socorro na sede da ONG, porém a presidente não resistiu à gravidade dos ferimentos e faleceu no local. Antes de ser interceptado pelas autoridades na estrada, o próprio suspeito ligou para a corporação informando onde estava.

Trajetória na política e na educação

Diante da gravidade do ocorrido, a Prefeitura de Boituva decretou luto oficial de três dias no município. A vítima era amplamente conhecida na região, tendo dedicado 30 anos de sua vida à carreira de professora na rede pública municipal antes de assumir a liderança do SOS.

Sua atuação na política local marcou a história da cidade através de dois mandatos consecutivos na Câmara Municipal, exercidos entre os anos de 2000 e 2008 pelo PMDB. Durante sua passagem pelo Legislativo, ela também exerceu a função de vice-presidente da Casa de Leis.

Investigação e repercussão oficial

A Mesa Diretora do Legislativo municipal emitiu um posicionamento exigindo uma investigação profunda sobre o caso e a aplicação severa da lei ao responsável. O prefeito Edson Marcusso (PSD) também se manifestou por meio de nota oficial, expressando profundo pesar pelo falecimento violento da educadora.

Atualmente, as forças de segurança conduzem as investigações para esclarecer quais foram as motivações que levaram o funcionário terceirizado a cometer o crime nas dependências da entidade social.