Parlamentares da oposição na Bahia formalizaram uma representação junto à Procuradoria-Geral da República (PGR) para exigir a exoneração imediata do secretário estadual do Meio Ambiente, Eduardo Sodré. O gestor, que é enteado do senador Jaques Wagner, é alvo de apurações da Polícia Federal relacionadas ao escândalo do Banco Master.
Pressão política e medidas cautelares
O documento enviado ao procurador-geral Paulo Gonet é assinado pelos deputados federais Arthur Maia e Paulo Azi, ambos do União Brasil, e por Cacá Leão, do PP. Os parlamentares cobram que a PGR solicite ao Supremo Tribunal Federal (STF) a suspensão do cargo do secretário. Atualmente, Sodré já é obrigado a cumprir medidas cautelares determinadas pela Operação Compliance Zero, incluindo a entrega do passaporte e a proibição de contato com outros investigados.
O avanço das investigações da Polícia Federal
De acordo com os levantamentos da Polícia Federal, o secretário teria recebido R$ 2,34 milhões através de intermediários. O nome de Sodré foi associado ao esquema comandado por Daniel Vorcaro após a análise de planilhas apreendidas no celular do operador financeiro Daniel Monteiro, onde o auxiliar estadual aparecia identificado pelo apelido de “Dudu”.
Posicionamento do governo estadual
Apesar da pressão política e das restrições judiciais, o governador Jerônimo Rodrigues decidiu mantido o aliado no primeiro escalão da administração baiana. Em entrevista concedida à TV Bahia, o chefe do Executivo estadual culpou a esposa do secretário pelas irregularidades apontadas nas investigações.
Segundo o governador, o titular da pasta ambiental não comandava a operação central do esquema. Jerônimo argumentou publicamente que não existem justificativas suficientes para decretar a exoneração do comissionado, reforçando a permanência do aliado no cargo de secretário estadual.
















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