O avanço das pesquisas no setor de controle biológico está transformando a proteção das plantações de algodão no Brasil, especialmente no combate ao bicudo-do-algodoeiro, uma das pragas mais destrutivas da agricultura nacional.
O desafio do bicudo na cotonicultura
Estudos indicam que o inseto tem capacidade de arruinar até 70% da produção agrícola. A principal dificuldade no controle tradicional ocorre porque a praga deposita seus ovos dentro das estruturas reprodutivas da planta, como maçãs e botões florais, criando uma barreira física natural que impede a ação dos defensivos químicos comuns.
Fungos nativos como solução biológica
Para superar essa dificuldade, cientistas isolaram linhagens de fungos entomopatogênicos diretamente em biomas brasileiros, a exemplo do Pantanal. Esse microrganismo ataca o inseto e consegue paralisar o seu ciclo de reprodução diretamente no campo.
Tecnologia adaptada ao clima brasileiro
O desenvolvimento do produto exigiu anos de testes laboratoriais rigorosos e ajustes de formulação para assegurar que o bioinseticida resistisse às fortes variações térmicas e climáticas típicas das regiões produtoras do país, garantindo alta performance agronômica.
Validação regulatória e manejo integrado
Antes de passar pela avaliação e aprovação do Ministério da Agricultura e Pecuária (Mapa), a tecnologia passou por rigorosos ensaios de eficiência conduzidos por entidades credenciadas ao longo de pelo menos duas safras agrícolas.
A chegada dessa tecnologia não elimina o uso de químicos, mas fortalece o manejo integrado de pragas. A estratégia conjunta diminui a resistência dos insetos aos defensivos e aumenta a rentabilidade e a sustentabilidade para o produtor rural.
















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