Bolsonaro em 2026: analistas apontam risco de radicalização

Hélio Schwartsman

Um eventual retorno de Jair Bolsonaro à Presidência da República seguiria um roteiro político já conhecido internacionalmente. Especialistas apontam que a gestão tenderia a uma forte radicalização, espelhando os movimentos observados nas administrações de Donald Trump, nos Estados Unidos, e de Benjamin Netanyahu, em Israel.

Paralelos internacionais na política

A dinâmica de governos liderados por figuras da direita populista global mostra um padrão recorrente. Quando retornam ao poder ou consolidam suas bases, essas lideranças costumam aprofundar o confronto institucional, em vez de buscar a moderação ou a conciliação com os demais poderes da República.

Estratégias de confronto institucional

O cenário projetado para o Brasil espelha o que ocorreu em solo norte-americano e israelense. O foco principal recairia sobre o enfraquecimento de contrapesos democráticos e o acirramento da polarização ideológica como ferramenta de manutenção de apoio popular.

Analistas políticos ressaltam que o desgaste com o poder judiciário e com a imprensa tradicional seria intensificado. Esse movimento serve para galvanizar a base mais fiel e desviar o foco de crises econômicas ou administrativas.

Portanto, a perspectiva de um novo mandato não representaria uma guinada ao centro, mas sim a consolidação de uma agenda de confronto permanente, moldada pelas experiências recentes de líderes conservadores ao redor do globo.