Mensagens revelam negócio imobiliário de R$ 45 milhões na Paraíba

Em mensagens, Motta e Vorcaro citam negócio de R$ 45 milhões na Paraíba: formato em sociedade

Novos diálogos obtidos pela Polícia Federal no aparelho celular de Daniel Vorcaro, proprietário do Banco Master, expõem conversas entre o deputado federal Hugo Motta (Republicanos-PB) e o ex-banqueiro a respeito de uma transação imobiliária milionária na Região Nordeste.

Detalhes da negociação imobiliária na Paraíba

O material recuperado detalha transações comerciais e pautas de interesse de Vorcaro. Entre os pontos centrais estão a aquisição de um terreno de grandes proporções em João Pessoa, um financiamento superior a R$ 22 milhões concedido pela instituição financeira a uma empresa da cunhada do parlamentar, além de debates sobre o Fundo Garantidor de Créditos e regulamentações do mercado de carbono.

Sociedade e compra de terreno avaliado em milhões

As tratativas tiveram início em março de 2024, quando Motta buscou auxílio de Vorcaro durante o processo de compra da área de uma antiga fábrica de cimento na capital paraibana. Os registros mostram o político informando sobre a assinatura de documentos de transferência para sua familiar e mencionando um arranjo societário.

O empreendimento imobiliário envolveu uma área superior a 400 hectares adquirida por R$ 45 milhões, com o objetivo de erguer um novo loteamento urbano. O montante utilizado na compra veio de um crédito de pelo menos R$ 22 milhões liberado pelo Banco Master. Embora negociado por essa cifra, o valor venal registrado do imóvel era de R$ 101 milhões.

Outros temas e posicionamento oficial

Além do setor imobiliário, os chats abordam solicitações de estudos sobre o FGC e discussões a respeito de um projeto de lei voltado ao mercado de carbono. Os arquivos também mencionam a logística de transporte do parlamentar em uma aeronave particular disponibilizada pelo ex-banqueiro.

Em manifestação oficial por meio de sua assessoria de imprensa, Hugo Motta negou qualquer ilegalidade nas tratativas. O parlamentar declarou que sua conduta na vida pública é íntegra, repudiou a descontextualização dos diálogos e pontuou que o financiamento ocorreu junto à rede privada antes de virem à tona as investigações envolvendo a instituição financeira.