Janelas curtas de cinema no streaming são burras, diz Expocine

Na Sua Tela

A estratégia de encurtar o tempo entre o lançamento de filmes nos cinemas e a chegada deles às plataformas digitais foi duramente criticada. De acordo com o idealizador da Expocine, Marcelo Lima, essa prática comercial adotada por grandes estúdios é considerada “burra” e prejudicial para toda a cadeia do setor audiovisual.

O impacto do streaming na bilheteria

Durante uma análise sobre os rumos da indústria cinematográfica, o executivo apontou que a pressa em disponibilizar os longas-metragens no ambiente doméstico compromete o potencial financeiro das produções. Para ele, a exclusividade da experiência nas salas escuras continua sendo o principal motor de valorização de uma marca no mercado de entretenimento.

A valorização da experiência nas salas escuras

O debate sobre a chamada janela de exibição — o período em que o filme é exclusivo dos cinemas antes de ir para o streaming — tem dividido opiniões entre produtores, distribuidores e exibidores globais desde a retomada pós-pandemia.

Enquanto alguns conglomerados de mídia apostam na estreia simultânea ou em prazos reduzidos para inflar o número de assinantes em seus aplicativos, especialistas apontam que essa conduta desestimula o público a frequentar as salas físicas.

A discussão ganha ainda mais relevância com a busca contínua do mercado por modelos de negócios sustentáveis, capazes de garantir tanto o faturamento bilionário nas bilheterias quanto o engajamento digital a longo prazo.

Em suma, o posicionamento reforça que a preservação do tempo de exclusividade no circuito comercial tradicional segue sendo indispensável para a saúde financeira e cultural da sétima arte.