A prévia da inflação oficial de setembro registrou alta de 0,70%, alcançando o maior patamar desde abril, quando marcou 0,89%. O indicador divulgado pelo Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE) reverte o cenário de deflação de -0,40% observado no mês anterior.
Impacto da energia elétrica no IPCA-15
O principal vetor para essa aceleração foi a reversão do bônus de Itaipu, um desconto concedido aos consumidores na fatura de energia elétrica de agosto. Com o fim do benefício, a conta de luz voltou ao patamar normal, gerando uma comparação que elevou significativamente o índice de habitação.
O grupamento habitação disparou 2,07%, exercendo o maior impacto individual de 0,31 ponto percentual. Sozinha, a energia elétrica residencial encareceu 7,42% no período.
Comportamento dos demais grupos de consumo
O levantamento do IBGE abrange nove setores de produtos e serviços. Entre eles, as despesas pessoais subiram 0,96%, enquanto o setor de transportes avançou 0,60%, influenciado pela alta de quase 10% nas passagens aéreas e pelo reajuste nos combustíveis.
No segmento de alimentação e bebidas, a comida no domicílio voltou a subir, registrando 0,38% após uma queda de -0,97% em agosto. O tomate teve forte alta de 20,76%, seguido por aumentos no arroz (2,39%) e nas carnes (1,30%). Em contrapartida, itens como o feijão carioca (-6,33%) e a cebola (-4,41%) apresentaram recuo nos preços.
Acumulado do ano e panorama geral
Com o resultado de setembro, o IPCA-15 acumula alta de 3,82% no ano e 4,47% nos últimos 12 meses. A metodologia da prévia difere do IPCA oficial apenas pelo período de coleta, que ocorreu entre 15 de agosto e 15 de setembro, e pela abrangência geográfica reduzida. O índice completo do mês será divulgado em 9 de outubro.















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