Polícia desarticula esquema milionário de venda de dados

Polícia derruba plataforma suspeita de vender dados pessoais

A Polícia Civil do Distrito Federal deflagrou a Operação Perseu 7 para desarticular uma organização criminosa especializada na comercialização ilegal de informações sigilosas por meio da plataforma clandestina Mind-7.

Esquema de comercialização ilegal

O portal operava mediante cobrança de mensalidade, permitindo que usuários realizassem buscas detalhadas utilizando apenas o CPF ou CNPJ. As consultas revelavam nome completo, filiação, endereços, documentos pessoais, histórico de vínculos empregatícios e até processos judiciais.

As investigações apontam que o vasto banco de dados era alimentado com centenas de milhões de registros obtidos através de vazamentos e da exploração de vulnerabilidades cibernéticas em sistemas de operadoras de telefonia, conselhos profissionais e órgãos públicos.

Uso das informações em golpes

Além da comercialização dos cadastros, o grupo utilizava as informações furtadas para aplicar fraudes financeiras. Em um dos casos mapeados pelas autoridades, os criminosos se passavam por advogados e aproveitavam dados verídicos de ações judiciais para extorquir dinheiro das vítimas.

A estrutura da quadrilha contava com 13 integrantes identificados, cujas funções eram divididas entre líderes, operadores financeiros, desenvolvedores do sistema, fornecedores de bases de dados, aplicadores de golpes e gestores de contas laranjas.

Bloqueio de bens e movimentação financeira

A Justiça autorizou o cumprimento de 13 mandados, englobando prisões temporárias e buscas e apreensões em São Paulo, Minas Gerais, Piauí, Paraná, Espírito Santo e Pernambuco, além do bloqueio de até R$ 7 milhões em bens e criptomoedas e a derr inmediata do site.

Os levantamentos financeiros indicam que, entre março de 2021 e março de 2026, a rede movimentou mais de R$ 7 milhões, com um salto expressivo de R$ 4 milhões contabilizados somente no ano de 2025.

Para ocultar a origem ilícita dos valores, a organização utilizava empresas de fachada, contas de terceiros e transações com criptoativos, enquanto já articulava o lançamento de uma nova página com o mesmo propósito criminoso.

Os suspeitos poderão responder criminalmente por integração de organização criminosa, lavagem de dinheiro, receptação qualificada, invasão de dispositivo informático e estelionato.