O Banco Regional de Brasília (BRB) recorreu à Receita Federal para tentar localizar o patrimônio de seu ex-presidente, Paulo Henrique Costa, após uma tentativa inicial de bloqueio de contas bancárias resultar em valores zerados.
Cobrança judicial por empréstimos não quitados
A disputa jurídica começou em março, quando a instituição financeira abriu uma ação monitória cobrando o pagamento de 11 operações de crédito contratadas pelo executivo. O montante da dívida ultrapassa a marca de R$ 1 milhão, incluindo contratos de crédito consignado.
A citação oficial do ex-dirigente ocorreu apenas em junho, dentro da penitenciária da Papuda, uma vez que ele já se encontrava preso e havia sido afastado da função por determinação da Justiça em novembro do ano passado. Como ele não apresentou defesa após ser intimado, o juiz Cleber de Andrade Pinto autorizou, em setembro, o congelamento de bens até o limite de R$ 1,220 milhão.
Busca via Infojud e sigilo fiscal
Diante da ausência de recursos financeiros nas contas do investigado localizados pelo sistema Sisbajud, a Justiça determinou o uso do Infojud. O mecanismo permite acessar as três últimas declarações de Imposto de Renda do devedor junto à Receita Federal.
O magistrado responsável pelo caso impôs rigorosa confidencialidade aos dados fiscais obtidos, alertando a defesa de que qualquer vazamento das informações resultará em sanções nas esferas cível e criminal.
Sanções do Tribunal de Contas do Distrito Federal
Paralelamente à cobrança dos empréstimos pessoais, o ex-dirigente enfrenta outras restrições financeiras. O Tribunal de Contas do Distrito Federal ordenou o congelamento de R$ 2,7 bilhões de antigos gestores da instituição financeira.
Além de Paulo Henrique Costa, a medida alcança outros quatro ex-executivos: Dario Oswaldo Garcia Júnior, Robério Cesar Bonfim Mangueira, Wily da Silva Leão e Marcelo Talarico. O órgão fiscalizador aponta que o grupo integrava o alto escalão responsável por transações com o Banco Master entre 2024 e 2025 que causaram prejuízos milionários ao BRB.
















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