STF mantém condenação de Eduardo Bolsonaro por coação

STF rejeita recurso e mantém condenação de Eduardo Bolsonaro por coação em processo sobre trama golpista

A Primeira Turma do Supremo Tribunal Federal (STF) decidiu, por unanimidade, negar seguimento ao recurso protocolado pela defesa do ex-deputado Eduardo Bolsonaro. Com a decisão tomada no plenário virtual, foi mantida a condenação do político por tentar coagir o julgamento de seu pai, o ex-presidente Jair Bolsonaro (PL), no âmbito das investigações sobre a trama golpista.

Detalhes da sentença e punições impostas Em junho deste ano, o ex-parlamentar recebeu a pena de quatro anos e dois meses de reclusão. Ficou estabelecido que o cumprimento da sanção penal ocorrerá inicialmente em regime semiaberto. Além da privação de liberdade, a decisão acarretou a perda dos direitos políticos, tornando-o inelegível por 12 anos, o que o afasta de disputas eleitorais até 2038.

A fundamentação do relator e o apoio da corte O entendimento desfavorável ao recurso partiu do voto do ministro Alexandre de Moraes, relator do caso na Suprema Corte. O posicionamento foi integralmente acompanhado pelos demais ministros do colegiado: Flávio Dino, Cármen Lúcia e Cristiano Zanin.

As acusações e articulações internacionais De acordo com os registros processuais, o filho do ex-presidente foi responsabilizado por articular junto à gestão de Donald Trump, nos Estados Unidos, medidas destinadas a gerar instabilidade política e um cenário de apreensão no país. As manobras incluíam ameaças e a projeção de sanções externas direcionadas contra o Estado brasileiro e os magistrados da mais alta corte de justiça.

O encerramento do processo na Primeira Turma Com a recusa unânime do recurso pelos ministros, esgotam-se as possibilidades de reversão imediata da pena no âmbito da Primeira Turma, consolidando as punições judiciais e políticas aplicadas ao ex-deputado federal.