Lula pede voto para Haddad em SP e brinca sobre Pix com Trump Em comício em São Paulo, Lula apoia Fernando Haddad, critica Tarcísio de Freitas e desafia Donald Trump a testar o sistema de pagamentos brasileiro. Durante um comício realizado neste sábado (5) em São José do Rio Preto, interior paulista, o presidente Luiz Inácio Lula da Silva focou seus esforços na campanha de Fernando Haddad ao governo do estado. Sob forte calor, o chefe do Executivo aproveitou os 20 minutos de discurso para mirar críticas no principal adversário de seu aliado, além de fazer declarações inusitadas envolvendo a política internacional.
Estratégia para fortalecer aliados em São Paulo
A agenda de campanha teve como principal objetivo alavancar a popularidade de Haddad, que atualmente aparece em desvantagem nas pesquisas de intenção de voto frente a Tarcísio de Freitas. Lula questionou a preferência do eleitorado paulista pelo atual governador e exaltou a formação acadêmica e a experiência política de seu correligionário, lembrando passagens como prefeito da capital e ministro de Estado. Por outro lado, o petista desafiou o público a lembrar de realizações expressivas da gestão opositora, afirmando que não há obras relevantes entregues pelo grupo rival. No mesmo palanque, Haddad também subiu o tom contra adversários políticos, mencionando investigações e episódios polêmicos envolvendo figuras da oposição nacional.
Tecnologia nacional e o desafio a Donald Trump
Ainda em seu pronunciamento, o presidente abordou temas estratégicos como economia, inteligência artificial e a necessidade de o país buscar autonomia tecnológica, evitando dependência de potências estrangeiras como a China e os Estados Unidos. Aproveitando o tema econômico, Lula revelou que pretende desafiar o presidente norte-americano, Donald Trump, a testar o sistema de pagamentos instantâneos brasileiro. O encontro entre os líderes deve ocorrer ainda este mês durante a Assembleia Geral da ONU, em Nova York. A ferramenta digital do Brasil já entrou no radar de autoridades norte-americanas no passado, sendo alvo de questionamentos comerciais.
Silêncio sobre o STF e foco em realizações
O discurso presidencial foi marcado pela ausência de menções diretas aos recentes vazamentos de mensagens envolvendo autoridades e o Supremo Tribunal Federal. O mandatário preferiu direcionar os holofotes para os feitos de sua própria administração, com ênfase especial na expansão do ensino superior e na criação de novos campi universitários ao longo de seus mandatos anteriores, contrapondo sua trajetória à dos críticos.












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