O presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT) direcionou duras críticas ao senador Flávio Bolsonaro (PL-RJ) durante o debate da TV Globo, relembrando um posicionamento histórico do adversário político na Assembleia Legislativa do Rio de Janeiro (Alerj). O chefe do Executivo questionou a postura do parlamentar em relação à ampliação do benefício para trabalhadoras. “Por que foi o único deputado estadual no Rio a votar contra o aumento da licença maternidade?”, indagou.
O histórico da votação na Alerj Em 2009, o então deputado estadual Flávio Bolsonaro registrou o único voto contrários à proposta que estendia de quatro para seis meses a licença-maternidade para servidoras públicas civis do estado fluminense.
A iniciativa, apresentada pelo então deputado Marcelo Freixo, que integrava o Psol na época, acabou sendo aprovada de forma expressiva por 54 votos favoráveis contra apenas um. Naquela ocasião, a justificativa apresentada pelo parlamentar era de que a obrigação poderia acabar sendo estendida também ao setor privado, prejudicando a contratação de mulheres.
A defesa e a retratação do senador Visivelmente constrangido com a cobrança em rede nacional, o filho do ex-presidente tentou se justificar e admitiu que mudou de ideia sobre o assunto ao longo dos anos. “Isso faz bastante tempo, e na época eu votei acreditando que isso poderia dificultar que as mulheres conseguissem arrumar emprego”, disse. “Eu estava errado. Hoje, depois que casei e tive duas filhas, sei da importância da mãe estar perto do filho”, afirmou. “Hoje votaria completamente diferente.”
A insistência do presidente Apesar da retratação pública do senador, o atual mandatário manteve as críticas e ironizou a mudança de posicionamento, enfatizando que a oportunidade de agir corretamente ocorreu no passado. “Quando ele teve a chance de votar, ele não votou. Ele não votou. É importante que cada brasileiro olhe, ele teve a chance de votar para aumentar a licença-maternidade e não votou”, pontuou o petista, acrescentando em tom irônico: “Não votou quando poderia votar”.

