Aviso: o texto a seguir aborda temas sensíveis, como violência contra a mulher e assédio. Caso precise de apoio, ligue para o número 180.
De volta ao Brasil após enfrentar uma prisão no Egito, a influenciadora Malévola Alves abriu o jogo sobre os momentos de tensão que vivenciou no exterior. O desembarque aconteceu no aeroporto de Guarulhos, localizado em São Paulo, na noite de uma quinta-feira.
Relato sobre a detenção internacional Durante conversa com a repórter Cíntia Lima, a criadora de conteúdo expressou surpresa com a hostilidade enfrentada, destacando sua familiaridade com viagens para a região.
“Eu sou acostumada a viajar pra esse tipo de país. Eu já viajei por todo o Oriente Médio, inclusive com a minha mãe. A gente já viajou pra Oriente Médio, pra países até mais rígidos. E a gente nunca passou por isso”, lamentou Malévola sobre a detenção no Egito.
Abuso dentro do veículo oficial O episódio mais grave, segundo o relato da famosa, ocorreu no momento em que ela e uma amiga eram transportadas de volta para o embarque rumo ao território brasileiro.
Sobre o assédio, a influenciadora contou: “Quando a gente estava lá no camburão pra voltar pro Brasil, eles colocaram a mão no meu peito e queriam assediar a minha amiga. E meio que a gente teve que deixar [o assédio acontecer] pra ter acesso ao celular”, disse.
A promessa falsa das autoridades locais A situação de vulnerabilidade foi agravada por uma barganha mentirosa feita pelos agentes durante o transporte para o aeroporto.
“Eles deixaram a entender que se eles fizessem alguma coisa conosco, colocassem as mãos no nosso corpo ou fizessem alguma coisa com a gente, a gente teria acesso ao celular, mas foi mentira. Não aconteceu nada disso. Colocaram as mãos nos nossos corpos e, depois disso, a gente foi levada pra outra salinha do aeroporto”, relatou.
Falta de assistência e apreensão de aparelhos A estadia nas dependências aeroportuárias também foi marcada por condições precárias e apreensão de bens pessoais, incluindo exigências de senhas.
Malévola ainda contou que não recebeu qualquer tipo de suporte: “Não deram água, não deram comida, não deram nenhum tipo de tratamento. Pegaram nossos celulares, pediram a senha”. Em relação aos aparelhos, ela disse que ficou preocupada com os conteúdos pessoais, dados e fotos íntimas. “E minha amiga ficou morrendo de medo de verem fotos íntimas dela, porque ela ainda não fez a cirurgia genital. E graças a Deus não fizeram essa revista, porque eu acho que poderia ter sido pior”, concluiu.

