As concessionárias de energia elétrica de todo o país estão com esquemas especiais prontos para assegurar o abastecimento normal de eletricidade durante a votação e a apuração do primeiro turno das eleições gerais, marcado para o próximo domingo (4).
Diretrizes da Aneel para o pleito
A exigência de planos específicos partiu da Agência Nacional de Energia Elétrica, órgão regulador subordinado ao Ministério de Minas e Energia. A instituição enviou comunicados formais a empresas de geração, transmissão e distribuição.
As normas determinam prioridade absoluta no atendimento a colégios eleitorais, além de sedes dos Tribunais Regionais Eleitorais e do Tribunal Superior Eleitoral, localizado em Brasília.
Operação e suspensão de cortes
Para evitar falhas, o setor ordenou a interrupção imediata de manutenções que não sejam de caráter emergencial nas redes elétricas, acompanhado por um incremento expressivo nos plantões de atendimento técnico.
Segundo a Associação Brasileira de Distribuidoras de Energia Elétrica, a mobilização é de proporções monumentais, contando com equipes extras espalhadas por milhares de zonas eleitorais. A fiscalização sobre qualquer incidente no domingo será rigorosa por parte do órgão regulador.
Ações das principais concessionárias
Grandes empresas do setor detalharam suas estratégias logísticas. A Neoenergia, com atuação em múltiplos estados e no Distrito Federal, alinhou sua operação com os TREs locais, destacando a realização prévia de revisões em cerca de 133 mil quilômetros de linhas e quase 910 mil podas de árvores.
Já a Enel planeja posicionar geradores elétricos portáteis em locais estratégicos nos estados onde opera, como São Paulo, Rio de Janeiro e Ceará, para salvaguardar o processo democrático.
Por sua vez, a Energisa fará o acompanhamento em tempo real de mais de 9,3 mil pontos de votação, mantendo linha direta com os órgãos da justiça eleitoral. A Equatorial, presente em sete estados, uniu forças com equipes próprias e terceirizadas, além de monitorar o clima.
O contexto do pleito
Neste domingo, os eleitores brasileiros definirão deputados federais, estaduais e distritais, governadores, dois representantes para o Senado por estado e o novo presidente da República.
Caso nenhum dos concorrentes ao Executivo alcance a maioria absoluta dos votos válidos, desconsiderando brancos e nulos, uma nova votação em segundo turno acontecerá no dia 25.
















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