Michelle Prazeres discute exaustão e apatia nas eleições

Michelle Prazeres

O cenário político atual enfrenta um duplo desafio que afeta diretamente a participação cidadã: a exaustão crônica e a crescente apatia eleitoral entre os brasileiros.

O impacto do esgotamento na política

Para a pensadora Michelle Prazeres, o cansaço generalizado da população não é um acidente, mas um reflexo do modelo de sociedade atual, que suga a energia dos indivíduos e os afasta dos debates públicos.

A apatia como sintoma social

Quando as pessoas estão esgotadas pelas demandas diárias e pela precarização da vida, a apatia eleitoral surge como um mecanismo natural de autodefesa, embora prejudicial para a democracia.

Essa falta de interesse pelo processo político reflete a desconexão entre as promessas tradicionais dos candidatos e as reais necessidades de sobrevivência e dignidade da classe trabalhadora.

Resgatando o conceito de bem viver

Diante desse quadro de desânimo coletivo, torna-se imprescindível pautar o bem viver como uma alternativa política viável e necessária nos momentos de votação.

A proposta busca colocar a sustentabilidade da vida, o cuidado mútuo e a harmonia social no centro das decisões, contrapondo-se à lógica produtivista que gera tanto desgaste emocional.

Levar essa perspectiva para o centro do debate democrático pode ser o caminho para reengajar a população e resgatar o verdadeiro sentido da participação cidadã nas urnas.