Durante o ato de 7 de Setembro realizado na Avenida Paulista, em São Paulo, o senador e pré-candidato à Presidência da República Flávio Bolsonaro concentrou seus ataques no presidente Luiz Inácio Lula da Silva e no ministro Alexandre de Moraes, do Supremo Tribunal Federal (STF). Diante de apoiadores, o político do PL afirmou que o país precisa se livrar de ambas as autoridades.
Críticas ao STF e defesa de Jair Bolsonaro
O parlamentar foi o último a discursar na manifestação, sendo apresentado por sua esposa, Fernanda Bolsonaro, que o apontou como futuro chefe do Executivo federal. Em sua fala, o presidenciável comparou a facada sofrida por seu pai, Jair Bolsonaro, em 2018, à condenação recente de 27 anos de prisão imposta ao ex-presidente no processo sobre a suposta trama golpista, cujo relator no STF foi Moraes.
Segundo o senador, a condenação representa uma nova “facada” contra seu pai, classificando a decisão como injusta e chamando de “farsa” a narrativa de tentativa de golpe nos atos de 8 de janeiro de 2023. Ele assegurou que sua candidatura serve para resgatar o legado político familiar e prometeu que, caso vença as eleições, subirá a rampa do Palácio do Planalto acompanhado de Jair, que seria o responsável por lhe entregar a faixa presidencial.
Ataques ao governo federal e promessas para a Suprema Corte
Em relação à gestão petista, o parlamentar criticou o governo por supostamente proteger o filho mais velho do presidente, Lulinha, alvo de investigações sobre suposto lobby e desvio de recursos de aposentados do INSS. Flávio Bolsonaro também defendeu o impeachment de Alexandre de Moraes, argumentando que um voto em Lula significa apoiar o ministro da Suprema Corte.
O candidato prometeu que, se eleito, indicará cinco novos ministros para o STF, priorizando juristas alinhados a pautas conservadoras, como a oposição ao aborto, à liberação de drogas e à ideologia de gênero.
Propostas para a segurança pública e combate ao crime
A pauta da segurança pública encerrou o discurso do presidenciável na capital paulista. Ele firmou compromissos enérgicos para a área, destacando que sua gestão classificará facções criminosas como o Primeiro Comando da Capital (PCC) e o Comando Vermelho como organizações terroristas, declarando guerra aberta ao narcotráfico.
Além disso, defendeu medidas duras contra criminosos, incluindo a castração química para abusadores sexuais, pedófilos e agressores de mulheres, a redução da maioridade penal e a imposição de uma pena mínima de oito anos de prisão para ladrões de celulares.
Para encerrar o ato político, o senador buscou modular o tom e prometeu pacificar o país, afirmando que pretende superar a polarização e governar para todos os brasileiros.














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