Durante o ato comemorativo do 7 de Setembro na Avenida Paulista, em São Paulo, o pastor Silas Malafaia concentrou seus ataques no ministro Alexandre de Moraes, do Supremo Tribunal Federal (STF). Organizador da manifestação, o líder da Assembleia de Deus Vitória em Cristo classificou o magistrado como “ditador” e cobrou sua saída da Corte suprema.
Alvos de medidas judiciais e críticas pessoais
O religioso abriu sua fala relembrando que ele próprio sofreu sanções ordenadas pelo juiz. Há cerca de um ano, o magistrado determinou a retenção de seu passaporte e de anotações religiosas, episódio que, segundo o pastor, evidencia posturas autoritárias por parte do integrante do STF.
Além disso, o organizador do protesto apontou a atuação política do magistrado como incompatível com o cargo. Ele mencionou um jantar promovido pelo juiz para reaproximar o presidente Luiz Inácio Lula da Silva e o presidente do Senado, Davi Alcolumbre. Para o líder evangélico, ministros da mais alta Corte do país não devem se envolver em articulações políticas, ressaltando que cabe justamente ao chefe do Senado analisar eventuais pedidos de impeachment contra magistrados.
Contratos e trocas de mensagens
Outro ponto abordado diante da multidão foi o caso envolvendo o Banco Master. O pastor recordou que o ministro editou um contrato milionário de R$ 131 milhões firmado entre a instituição financeira — liderada pelo empresário Daniel Vorcaro — e o escritório da advogada Viviane Barci, esposa de Moraes.
A situação, na visão do orador, demonstra a falta de notório saber jurídico por parte da advogada. Ele também enfatizou o volume de mensagens trocadas entre o magistrado e o empresário do setor financeiro.
Apelo pela saída do ministro e críticas a Lula
Apesar das duras reprimendas ao magistrado, o líder religioso fez questão de ressaltar que não pretendia enfraquecer o STF como instituição, defendendo a necessidade de um tribunal forte no país. A solução para restaurar o respeito à Corte, segundo ele, seria a saída de Moraes, resultando em um apelo direto ao presidente do tribunal, Edson Fachin, para que afaste o colega de plenário.
Durante o evento, o pastor ainda defendeu o ministro André Mendonça, afirmando que ele foi alvo de um documento apócrifo divulgado por Moraes para tentar incluí-lo no Inquérito das Fake News.
Encerrando seu discurso, o organizador do ato na capital paulista direcionou suas críticas ao Poder Executivo federal, exigindo a derrota eleitoral do atual governo nas eleições gerais e entoando gritos contra o Partido dos Trabalhadores.













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