Milei critica economia do Brasil e volta a atacar Lula

Milei critica política fiscal do Brasil e volta a alfinetar Lula

O presidente da Argentina, Javier Milei, intensificou nesta terça-feira, 22, os ataques contra o governo brasileiro e o presidente Luiz Inácio Lula da Silva, reacendendo as tensões diplomáticas entre os países vizinhos.

Críticas à política fiscal brasileira

Através de sua conta oficial em uma rede social, o líder argentino publicou um gráfico que aborda o déficit do governo federal do Brasil. Dados oficiais do Orçamento para 2027 e do Anexo de Riscos Fiscais estimam que o endividamento público brasileiro alcance a marca de quase 90% do Produto Interno Bruto (PIB).

Comparação com a crise de 2001

Conhecido por sua postura rigorosa de déficit zero nas contas públicas, Milei repudiou frontalmente o modelo econômico adotado pelo Brasil. O mandatário argentino fez um paralelo direto com o colapso financeiro enfrentado pela Argentina no ano de 2001.

Em sua postagem, o presidente argentino declarou que os setores de esquerda tentam promover o modelo fiscal brasileiro como exemplo a ser seguido. No entanto, rejeitou categoricamente a proposta e relembrou o desfecho trágico da crise argentina do início do século.

Histórico de atritos diplomáticos

O novo episódio de hostilidade acontece após uma série de conflitos verbais entre os dois chefes de Estado. No final de julho, durante um evento político em São Paulo, Milei proferiu ofensas diretas contra Lula e acusou o governo brasileiro de orquestrar campanhas contra a administração argentina.

Como consequência da escalada verbal, a diplomacia brasileira adotou medidas duras, incluindo o rebaixamento do nível nas relações bilaterais e a retenção do embaixador Julio Bitelli no Brasil, impedindo seu retorno imediato a Buenos Aires.

Para que ocorra uma retomada na normalidade diplomática entre as nações, o Ministério das Relações Exteriores do Brasil já havia sinalizado em agosto que o governo argentino precisa cessar as declarações agressivas direcionadas ao presidente brasileiro.