Comitiva de Lula na ONU tem mais de 70 pessoas em Nova York

Governo leva mais de 70 pessoas com Lula para a Assembleia da ONU

A estrutura montada pelo governo federal para a passagem do presidente Luiz Inácio Lula da Silva por Nova York envolve um grupo expressivo de servidores. Pelo menos 73 integrantes do Executivo receberam aval oficial para se deslocar à cidade norte-americana durante a 81ª Assembleia-Geral da Organização das Nações Unidas (ONU) e eventos correlatos.

Levantamento oficial e ministros na comitiva

Os dados sobre o tamanho da delegação foram obtidos por meio de atos veiculados no Diário Oficial da União. A lista abrange ministros, assessores e funcionários de diversas instâncias da administração pública. Contudo, o total exato pode ser ainda maior, visto que despachos do Gabinete Pessoal da Presidência e da Assessoria Especial omitiram o quantitativo exato de alguns funcionários autorizados.

Quatro pastas do primeiro escalão integram formalmente a comitiva presidencial: Relações Exteriores, com Mauro Vieira; Gestão e Inovação em Serviços Públicos, com Esther Dweck; Povos Indígenas, representada por Luiz Eloy Terena; e Igualdade Racial, sob o comando de Rachel Barros. Outros nomes do alto escalão, a exemplo de Wellington Dias, titular do Desenvolvimento e Assistência Social, cumprem agendas paralelas na mesma semana.

Agenda oficial e compromissos bilaterais

A estadia de Lula em território americano é rápida. O chefe do Executivo desembarcou no domingo (20) e tem retorno previsto para terça-feira (22), logo após proferir o discurso de abertura do debate geral.

Durante a segunda-feira (21), o líder brasileiro manteve reuniões com lideranças políticas locais e internacionais. Entre os encontros constaram conversas com o prefeito de Nova York, Zohran Mamdani, com o senador estadunidense Bernie Sanders e com o presidente do Uruguai, Yamandú Orsi. Na terça-feira, antes do pronunciamento na ONU, a agenda prevê um diálogo com o secretário-geral da organização, António Guterres.

Cumprindo a tradição diplomática, o Brasil abrirá os discursos do plenário, seguido pelo presidente dos Estados Unidos, Donald Trump. Os tópicos centrais da fala brasileira abrangerão multilateralismo, soberania nacional, crises internacionais, combate ao crime transnacional e reformas no Conselho de Segurança.

Desdobramentos e custos da missão oficial

Mesmo com o retorno do presidente ao Brasil, parte da delegação permanecerá nos Estados Unidos. O ministro Mauro Vieira agenda participações em fóruns multilaterais, incluindo uma reunião da Aliança Global contra a Fome e a Pobreza e a presidência ministerial da Zona de Paz e Cooperação do Atlântico Sul.

Quanto aos custos totais da operação em Nova York, os valores definitivos ainda não foram consolidados. Como a missão segue em curso, despesas com passagens e diárias pulverizadas entre diferentes órgãos deverão aparecer integralmente no Portal da Transparência apenas após o encerramento dos trabalhos oficiais.