Spotify vai pagar podcasters no Brasil a partir de outubro

Spotify começa a remunerar podcasts brasileiros

O mercado de podcasts no Brasil dará um passo histórico em breve, com o início dos pagamentos para criadores nacionais a partir de 19 de outubro.

Como funciona a remuneração para criadores

Com a introdução do Spotify Partner Program em solo brasileiro, os produtores de conteúdo poderão monetizar seus programas de duas maneiras principais, contemplando tanto produções em áudio quanto em vídeo.

A primeira modalidade de ganho distribui aos criadores uma fatia do faturamento gerado por propagandas inseridas nos episódios, que aparecem tanto para quem usa a versão gratuita da plataforma quanto em agregadores terceiros.

Regras para assinantes pagos e patrocínios

Já a segunda forma de pagamento é exclusiva para conteúdos em vídeo consumidos por assinantes da modalidade Premium, que não veem comerciais automáticos. Nesse caso, o repasse financeiro é calculado com base no volume de visualizações desse público específico.

Vale destacar que acordos comerciais fechados de forma independente pelos podcasters continuam inalterados. Os autores podem seguir inserindo suas próprias propagandas comerciais e faturar 100% com esses contratos particulares.

Requisitos exigidos pela plataforma

A participação no programa de monetização exige o cumprimento de critérios específicos. Os podcasts precisam estar hospedados nas ferramentas Spotify for Creators ou Megaphone, possuir registro legal no Brasil e contar com um catálogo mínimo de três episódios lançados.

Além disso, é obrigatório atingir métricas de desempenho nos 30 dias anteriores ao cadastro: acumular pelo menos 2 mil horas de reprodução e alcançar a marca de mil ouvintes ou espectadores únicos no aplicativo.

Boom dos vídeos e consumo em alta

A implementação do recurso financeiro acontece em um cenário de forte expansão do formato visual no país. Dados internos mostram que a base mensal de espectadores de podcasts em vídeo no território brasileiro saltou 60% nos últimos doze meses.

Atualmente, o consumo visual já representa um terço de todo o tempo investido pelos brasileiros nesse tipo de mídia no aplicativo de streaming.

De modo geral, o engajamento com esses programas também disparou. O tempo que os brasileiros passam consumindo áudios e vídeos do gênero registrou um aumento impressionante de 126% em um período de cinco anos.

Segundo lideranças da empresa no país, o mercado nacional é estratégico para o desenvolvimento global do setor, justificando a criação de novas frentes de oportunidade para os profissionais da área.

Exemplos de sucesso nacional incluem programas como Gostosas Também Choram, História em Meia Hora e A Hora, cujos públicos cresceram entre 20% e 70% após migrarem para o formato visual.

Nos mercados internacionais onde o programa já está ativo, os repasses mensais aos criadores subiram mais de 35% desde o início do ano, enquanto o tempo de exibição dos vídeos participantes cresceu mais de 45%.