Justiça mantém prisão de Milton Leite após custódia

Justiça mantém prisão de Milton Leite depois de audiência de custódia

A Justiça paulista determinou a manutenção da prisão de Milton Leite, ex-presidente da Câmara Municipal de São Paulo, durante audiência de custódia realizada neste sábado, 19. A decisão apontou que não houve nenhuma irregularidade no cumprimento da ordem de prisão.

Detalhes da detenção e problemas de saúde

O ex-vereador permanece custodiado em uma unidade prisional localizada em Mogi das Cruzes, na Região Metropolitana da capital. Ele havia se apresentado à Polícia Civil na última sexta-feira, 18, após passar mais de 24 horas considerado foragido sob a alegação de estar no interior do Estado.

Pouco antes de participar da audiência de custódia, o político passou mal enquanto aguardava na fila do procedimento e precisou de atendimento médico de urgência. Em decorrência do mal-estar, ele foi transferido para o Hospital Luzia de Pinho Mello, também no município de Mogi das Cruzes.

Operação Vectura Corrupta e investigação do PCC

A prisão é desdobramento da Operação Vectura Corrupta, deflagrada conjuntamente pela Polícia Civil e pelo Ministério Público de São Paulo na quinta-feira, 17. O foco das apurações é desarticular a suposta infiltração da facção criminosa Primeiro Comando da Capital (PCC) em órgãos do poder público e em empresas concessionárias do setor de transporte coletivo urbano.

As evidências levantadas pelos investigadores relacionam o ex-chefe do Legislativo municipal à atuação de companhias de ônibus que estariam sob o controle ou influência direta da organização criminosa.

Defesa nega envolvimento com o crime organizado

Em declarações públicas concedidas à imprensa logo após realizar exames no Instituto Médico Legal (IML), o político negou veementemente qualquer envolvimento com o grupo criminoso.

De acordo com o ex-vereador, não há qualquer vínculo com o PCC e todas as acusações são infundadas. Ele declarou total confiança na atuação da polícia e do Poder Judiciário, afirmando que o momento servirá para comprovar sua inocência. Questionado se sentia algum arrependimento, respondeu enfaticamente que apenas quem comete delitos tem do czego se arrepender, reforçando que não deve nada à Justiça.