Durante um evento político realizado em Joinville, Santa Catarina, neste sábado, o senador Flávio Bolsonaro fez severas críticas ao ministro Alexandre de Moraes, do Supremo Tribunal Federal, classificando-o como a “laranja podre” da mais alta Corte do país e defendendo sua saída urgente do cargo.
Planos para futuras indicações ao STF
Diante de apoiadores, o parlamentar antecipou suas intenções para o cenário político nacional, afirmando que pretende nomear perfis conservadores para o STF caso seja eleito. O próximo presidente da República terá a prerrogativa de preencher cinco cadeiras na Suprema Corte ao longo do mandato.
Atualmente, uma vaga está em aberto desde a saída antecipada de Luís Roberto Barroso no final de 2025. O nome indicado pelo Executivo para o posto acabou rejeitado pelo Senado, enquanto outros quatro magistrados alcançarão a idade limite para a aposentadoria compulsória de 75 anos nos próximos anos.
Críticas a Flávio Dino e à PGR
O senador também direcionou ataques a Flávio Dino, responsável por adiar análises sobre possíveis investigações envolvendo Moraes e o banqueiro Daniel Vorcaro. O discurso ressaltou a rejeição a indicações alinhadas ao atual governo e mencionou registros fotográficos recentes envolvendo o procurador-geral da República, Paulo Gonet.
Propostas econômicas e segurança pública
No âmbito econômico, o candidato prometeu cortar impostos, eliminar burocracias e revisar normas logo no início de uma eventual gestão, além de lançar iniciativas voltadas ao empreendedorismo juvenil. Sobre programas sociais, criticou o modelo atual do Bolsa Família, sugerindo a manutenção temporária do auxílio para beneficiários que ingressem no mercado de trabalho.
As pautas de segurança pública integraram o discurso com defesas incisivas, incluindo a redução da maioridade penal para delitos graves, a tipificação de facções criminosas como grupos terroristas e o endurecimento de penas para roubos.
Apoio político em Santa Catarina
O comício na Expoville contou com a presença de lideranças estaduais, como o governador Jorginho Mello, que cobrou investimentos federais em rodovias catarinenses como as BRs 280, 470, 282 e 101. Após o evento em solo joinvilense, que durou cerca de uma hora e meia e terminou com orações, a agenda política seguiu rumo a Chapecó para novos compromissos públicos.
















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